O sol passeia imponente no céu,
ás vezes olha aqui para baixo
e parece me acusar de absurdos celestes.
“Não tenho nada a esconder”, eu grito a ele.
Mas me sinto melhor oculto entre as árvores.
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Eu ando meio do avêsso, uma cidade vazia;
os olhos cheios de fantasmas.
Certezas enferrujadas e aranhas de esperança.
Memórias rastejam implacáveis pelas minhas noites.
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Novos rostos e estranhos lugares,
um vento forte, o céu tumultuoso, as dúvidas; eu e você.
Quando os dias gritam que é preciso saber
o que vai ser a partir de agora;
se nada mais é como antes, o que eu me tornei ?
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Eu escalo a montanha dos destroços
de tudo o que já destruí nesta vida
Observo e lua cheia
e lembro de como eram as coisas.
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Ás vezes você ganha, ás vezes perde.
Ás vezes você é a tristeza de alguém.
Sempre se pode fugir, dizer que é a vida.
Fechar os olhos, fingir surpresa.
Raiva e fuga, todo dia.
E nada é como poderia ser, essa sensação de perda.
Mas está acontecendo, é preciso lidar com isso.