Arquivo para outubro, 2011

Posted in tempestade on outubro 25, 2011 by meuparedro





Começou num dia escuro, um dia como hoje.
Desde o início tão estranho, cheio de mistérios.
Todas as madrugadas, os silêncios incomodados.
Noites sem dormir, frustração e desejo.

Hoje são as imagens, distantes, inevitáveis.
Lembranças fugazes no outro lado da manhã.
Sentimentos antes eternos se afogam no dia a dia.
Momentos que vão se perdendo na obscuridade do tempo.

Todo o tempo que passou, sem termos realmente nos conhecido.
Nossos julgamentos sempre ocultos; as dúvidas, absolutas.
Palavras confusas, inúteis ou inadequadas.
Entendimento mal cristalizado, tão imaturo, tão fraco.

Esta é a liberdade, poder almejar outros mundos.
Não há nada errado, tudo está como devia.
Ainda penso se você tinha razão quando me calou com um olhar.
“Só o novo interessa”; nenhum perdão, nenhuma esperança.






Anúncios

Posted in as coisas on outubro 18, 2011 by meuparedro





A clareza não vem fácil.
São as descobertas que fazemos durante a tempestade
que permitem que a dor faça sentido.
Devagar, vou entendendo os medos que já não me metem medo.
Andar por aí sem pensar no que deu errado,
retomar a vida como era antes.
As noites voltam a viajar na velocidade da lua.
Sinto estar chegando ao ponto de me fazer entender
porque a meus olhos,
já me entendo.




Posted in idílios on outubro 11, 2011 by meuparedro





Seus olhos são relâmpagos na penumbra do quarto.
A realidade se dissolve; tudo o que quero no mundo está aqui.
Ela, só ela, tão provocante.
Frágil, mas capaz de destruir qualquer couraça.
Nossos pecados são deliciosamente clássicos.
O sabor do arrepio, eu nunca sei onde estou indo.
Na velocidade do instante, não existe qualquer certeza.
Tudo pode desaparecer a qualquer momento.
Fagulhas de desespero, quem sabe o último mergulho.
Abismo lancinante na penumbra do quarto.
Eu fecho meus olhos e nada será como antes.





Posted in as coisas, tempestade on outubro 4, 2011 by meuparedro





Entre horas fora do relógio
e madrugadas de asas quebradas
no instante da dúvida
eu tenho tomado o caminho mais longo
perdido em labirintos
perguntando o porquê
dessa constante
essa sombra.
A sombra do silêncio sujo.
E o caleidoscópio que já não me basta.