Archive for the idílios Category

Posted in as coisas, idílios on junho 12, 2012 by meuparedro





Olha
para sempre é um tempo danado de grande
mas o tempo é a única coisa que não está do nosso lado.
Eu estou ao seu lado.
É um lado bom de estar, viu ?
Sei bem que é difícil
mas você tem que tentar, tentar mais.
Sorrir mais freqüentemente
e por motivos melhores.
É o jeito saudável de levar.
Porque a essas horas você já sabe
que algumas coisas do passado me doem demais
(e em você também porque é uma merda, mas a vida é assim).
Então você mantém uma certa distância também.
Eu não te culpo.
E preciso de você na maioria desses dias.
Preciso da tua companhia, do teu testemunho
porque é bem possível
que a gente ainda possa vencer.
Porque, raios que nos partam,
Nós temos que viver agora
a alegria que os dias forem capazes de trazer.
Focar naquilo que nos faz seguir adiante.
Paz, saúde e força de vontade
e o tempo
porque ele tem mesmo todo esse valor.





Posted in idílios, tempestade on abril 4, 2012 by meuparedro





Estávamos lá,
tínhamos aquilo.
Quisemos tornar realidade.

Mas nossos caminhos não harmonizavam,
dificilmente iríamos para o mesmo lado.

Parecia lógico desistir,
mas eu não quis.
Não era a maneira de pensar a vida.
Você foi comigo, e andamos pelas noites.
Cada movimento uma promessa.
Não sabíamos se eram apenas momentos mágicos onde
tudo se encaixava,
ou se a vida poderia realmente
ser assim.

Mas as coisas nunca quiseram ser simples.
Mundos famintos exigindo cada minuto do nosso tempo.
Visões, prioridades.
A ponte ruiu.

Agora
o tempo vai passando
e ás vezes parece tão errado
ter aberto mão
em nome da facilidade dos dias.

Poderíamos ter ido longe
mas ficamos assim
agradecendo ás estrelas embaçadas
por tudo o que se tornou menos complicado.

Entende o que estou tentando te dizer ?
Aquela dor agora é outra coisa.




Posted in idílios on outubro 11, 2011 by meuparedro





Seus olhos são relâmpagos na penumbra do quarto.
A realidade se dissolve; tudo o que quero no mundo está aqui.
Ela, só ela, tão provocante.
Frágil, mas capaz de destruir qualquer couraça.
Nossos pecados são deliciosamente clássicos.
O sabor do arrepio, eu nunca sei onde estou indo.
Na velocidade do instante, não existe qualquer certeza.
Tudo pode desaparecer a qualquer momento.
Fagulhas de desespero, quem sabe o último mergulho.
Abismo lancinante na penumbra do quarto.
Eu fecho meus olhos e nada será como antes.





Posted in idílios on setembro 6, 2011 by meuparedro



Desenhando meus passos no chão,
seguro a mão dela e tudo está bem.
Tudo mudou tanto e nem quero entender
como pode ser tão bom, como aconteceu tão rápido.

Zanzamos entre os dias como mosquitos.
Os velhos vícios, não sei mais que gosto têm.
Minhas vontades são mais simples agora, não quero mais brincar.

Ela é uma história de mistério,
uma oração dentro da noite.
Sob a luz das estrelas,
a única presença que me acalma.



Posted in idílios, tempestade on agosto 30, 2011 by meuparedro





Seus olhos eram os olhos de uma menina,
procurando pela beleza das coisas naqueles dias escuros.
Ardiam de vontade de viver, recusando todo ódio e crueldade.
Ela chorava lágrimas de menina,
relâmpagos de dor entre os travesseiros.
Torrentes de luz e medo, eu tentava nadar entre as ondas.
E ela via, sentia o mundo com o jeito de uma menina.
Ela era a beleza daqueles dias escuros.
Eu amei seus olhos, suas lágrimas.
Cada minuto que passei a seu lado
foi o sonho de mil noites do meu tempo.



Posted in as coisas, idílios on junho 13, 2011 by meuparedro



Dessas últimas viagens, o que vou lembrar mais é dos rostos
de vocês; rostos tão conhecidos que em um ou outro instante
eu pude ver como são de verdade
e tive certeza
e gostei tanto.

E agora este momento congelado na memória,
imagens ternas que a princípio voltariam à expressão normal,
aquela que eu me acostumei a ver em vocês.

Mas desta vez eu não quero.

Talvez seja o momento de começar a perder a lógica e reaprender
o lado da fantasia, da lembrança perfeita,
da imagem que vale mais que todos os quadros do mundo.




Posted in idílios on maio 24, 2011 by meuparedro





Faz tanto tempo, mas eu lembro bem.
Passava por cima das coisas como um trator;
corria prá todos os lados, não parava de me agitar.
Tentava ser mais alucinado que a vida,
achava que assim poderia conquistá-la.
Cada dia era uma guerra, eu voltava para casa empoeirado do mundo.
E ela estava sempre ali ao meu lado.
Eu lembro da expressão triste que ela tinha no rosto
quando caía finalmente no sono.
Não havia nada que eu pudesse fazer quanto a isso.
E ela era tão linda que mesmo hoje acho difícil descrevê-la.
Foram-se os anos, e em matéria de verdade, ela foi a primeira.
Estranho como na lembrança o que não dói acaba sendo bonito.
Ainda que meio descolorido, que nem foto antiga.