Arquivo para maio, 2009

Posted in as coisas, Referências on maio 26, 2009 by meuparedro




Às vezes eu não sei o que dizer
e escondo minha cara.
Mostro ao mundo
um canteiro de girassóis.
(que giram mesmo à noite)
Palavras circulares,
infinitos colaterais.
Caminhos gastos
como todas essas coisas erradas
que dizemos de novo e de novo
sem perceber.




Parceria com Mestre Rabuja.




Posted in as coisas on maio 19, 2009 by meuparedro




Abrigado no conforto da minha página preta, eu construo cidades de
palavras. Frases intermináveis, longas lágrimas translúcidas. Amparado por minhas palavras, aprendendo com minhas próprias palavras, não é irônico ?
Camuflado no silêncio da página preta, vou girando o caleidoscópio.
Misturando o dentro e o fora, cultivando meus fantasmas.
19 de maio, seis anos de paredro. Criança ensimesmada que ama sua
estranheza, na bagunça da imprecisão dos sentimentos. Aprendendo a viver, com vocês. Obrigado.




Posted in Referências on maio 15, 2009 by meuparedro




Suave canibalismo que devora
su presa que lo danza hacia el abismo
oh laberinto exacto de sí mismo
donde el pavor de la delicia mora

y el juego en el que cada espejo
miente otra vez lo ya mentido
y con ecos del vacío
tañe la música del tiempo.





( Julio Florencio Cortázar )


Posted in tempestade on maio 10, 2009 by meuparedro




Os dias são áridos e na lâmina da noite,
não há mais o que esperar.
Tão perto do sonho, a realidade em você.
Fascinante, decepção.

Aqui estou eu neutralizando venenos.
(a roda-viva continua girando)
Afastar esse algo que tocou onde não podia.
Reconstruir o castelo, deixar secar as areias.
Mais um desejo dominando o horizonte.
Linda, decepção.

O tempo passa e devo voltar a ser quem era
porque ao menos
eu sempre sei o tamanho das minhas feridas.





Posted in as coisas, idílios on maio 4, 2009 by meuparedro




Você talvez não saiba, mas está constantemente me levando pela mão
de volta ao lugar onde parei de existir
e eu me animo a trabalhar um universo de problemas,
fundindo galáxias, escoando velhos buracos tristes.
Encontrando a trilha de algo perdido há tanto tempo.
Ainda dói, tudo ainda é estranho.
Mas eu já não sangro á tôa e agora lembro que tenho olhos para ver as coisas.