Arquivo para setembro, 2009

Posted in idílios on setembro 30, 2009 by meuparedro




Azuis e cinzas precipitavam-se na tarde de inverno.
Mar e música, tempo de festa na velha cidade.
Aromas delícias na confusão das barracas.
A noite caiu e para nós foi o vinho.

O mundo rodou sem controle,
por um momento fomos tudo o que queríamos.
De mãos dadas flutuando na névoa escarlate.
Brindamos devaneios e sorrimos com nossos sorrisos.

As horas boas deviam ser todas assim.
Como se pudesse ser para sempre, como se fosse.





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Posted in as coisas on setembro 23, 2009 by meuparedro




E então percebi que meus passos falhavam
tropeçando no vazio
abaixo das necessidades mais mesquinhas da rotina
simplesmente irrelevantes
perseverei, tentei correr
percorri ruas esburacadas, procurei por sinais
que indicassem alguma direção
e a noite se recusou a revelar
qualquer coisa que eu já não conhecesse
desse cenário envelhecido
de esquinas e calçadas que ainda amo
mas já não sei se posso
acreditar.





Posted in as coisas on setembro 16, 2009 by meuparedro




O ar vazio do inverno.
As ruas pesadas, o desconforto em todas as coisas.
Em casa o gorgolejar da família levando a rotina, as cretinices na TV.
Os cheiros da cozinha e o ritmo do sistema.
Os símbolos da autoridade, esses calhamaços de leis e regras
que me atingiam toda manhã ao chegar na escola.
Por que só eu ?
O que eu tinha de errado ?
Os heróis e os ninguéns,
o primeiro amor da minha vida.
Quando beijar, quando deixar quieto, como se manter fora da confusão.
Eu nunca fui bom nisso.
Eu estava arrepiado a maior parte do tempo.
Não sabia se era medo, doença, aversão.
Eu nunca superei nada disso.
Eu apenas me acostumei.





Posted in idílios, tempestade on setembro 9, 2009 by meuparedro




Trilhar caminhos de um outro mundo sempre me deixa anestesiado. Quando termina um dia de novidades, tudo é perfeito por algumas horas e ás vezes não consigo evitar estes pensamentos, como seria se as coisas pudessem convergir; se me fosse pedido aquilo que posso dar e me dado aquilo de que preciso. Se o que eu tenho e o que você tem pudesse ser aquilo que somos capazes de dividir.
Eu sei que já não existem guerras, apenas essas dúvidas no ar.
A inquietação do que ainda não vivi, o calor de tudo o que tenho agora.
Você, a quem não sei renunciar.
Ah, as incertezas do sentimento.
Dói, mas arrependimento nunca foi uma opção.





Posted in idílios on setembro 2, 2009 by meuparedro




Dê-me sua mão,
faremos o que você quiser esta noite.
Aprendi contigo a gostar do inverno,
ficamos tão bem aconchegados.
Estar com você,
não sentir o tempo passar.
Ainda que eu não entenda quase nada,
ver teu sorriso vai ser suficiente.