Arquivo para março, 2010

Posted in as coisas, tempestade on março 29, 2010 by meuparedro



No quintal da minha mente velhas sombras se agitam.
O idílio acabou, as horas precisam aprender a passar.
Horas de reiniciar a andança do sem-onde,
esse debate infindável entre o que não posso e o que não me basta.
Buscar o encontro da ponta que perdi com a que ainda não tenho.
Uma luta que se ganha, apenas por ser necessário.
Porque a história das minhas dores
não é a história da minha vida.
Eu tenho uma caixa guardada na montanha
cheia de pedrinhas de tempo e sabores de domingo que provam,
sem sombra de dúvida, que você nunca existiu.

O futuro espera em silêncio.




Posted in as coisas, tempestade on março 19, 2010 by meuparedro




Se cada instante
desses que definem nossas vidas
pudesse ser guardado de alguma forma

quero me perder de novo
naquelas luzes
nunca esqueci os nossos tempos estranhos

colecionadores de sensações
quando sorríamos, éramos sinceros
os ritmos da semana
cada mudança que criávamos
o tempo perdia a fleuma quando estávamos juntos.

momentos absolutos,
estávamos realmente perto da verdade ?
porque quando eu penso em tudo aquilo
penso em você.
estou sempre revivendo aqueles dias com você.

e agora, você é capaz de dizer
que nossa história acabou ?
fizemos sentido em algum momento ?
estamos partindo
ou chegando ?






Posted in tempestade on março 15, 2010 by meuparedro




Ela foi embora e faz tanto tempo.
Ela foi embora e os dias são todos iguais, imensos, e não há como
entender como pode fazer tanto tempo que ela foi embora.
E voltimeia eu páro e fico pensando
e um turbilhão de imagens me lancina
porque eu não sei se ainda vou ver nessa vida
a beleza que é o amor
nos olhos dela.
Ela foi embora faz tempo.
Tanto, tanto; tempo.



Agora tbém no http://blogdesete.blogspot.com/.



Posted in tempestade on março 10, 2010 by meuparedro





Voam lembranças por todos os lados; não consigo mantê-las quietas.
Elas não se comportam, não são o que eu queria que fossem.
E se eu pudesse encontrar as palavras para explicar o que sinto,
eu gritaria bem alto.
Se eu pudesse tornar inteligível o que acontece aqui dentro,
eu gritaria bem alto.
Então este silêncio acaba sendo melhor que ficar me esgoelando.
E então este silêncio é ainda uma forma de esperança.
Eu faço um pouco de café, me apronto para sair.
Mais uma vez igual, mas é assim que tem de ser.
Eu só estou cansado, só preciso relaxar um pouco.




Posted in as coisas, tempestade on março 4, 2010 by meuparedro



Pensamentos amarelos, amarelecidos.
Palavras de um tempo em que todo amor engatinhava, elas corriam para fora dos meus dedos.
Eu já não posso escrevê-las, meus dedos são inúteis.
Amores que são noites sem dormir, dias sem comer.
Retorcimentos intratáveis.
Mas ainda podemos dizer que tentamos.
Os amores errados, amores aventuras, esportes radicais.
Distâncias, borboletas azuis e tardes de domingo.
Essa mania de se perder por aí.
E um sol no horizonte, porque a vontade.