Arquivo para dezembro, 2010

Posted in as coisas on dezembro 28, 2010 by meuparedro



O ano termina estranho
em suas definições e distâncias.

( O desamparo da figueira sobre o riacho,
como personagem que chora
por seu único amor perdido, me lembra como é fácil cair.
Eu, que tinha tanta certeza
quando prometi meu mundo a você. )

Poucas e brilhantes estrelas.
Algumas não quiseram ser perdidas, e permanecem sempre.
Outras quiseram.
Agora arder um pouco mais forte. To burn a little brighter.

Ah, é linda a estrada, e vai dar no mar.




Posted in idílios on dezembro 20, 2010 by meuparedro





No fim das contas,
é uma vida bonita.
E quando o sol se põe por trás das montanhas,
tudo é perfeito por alguns minutos.
Eu sei que estou seguindo e conquistando dias melhores.
Não há inimigos nesta minha guerra.
Apenas momentos em que sonho
com um tempo de descobertas.
Ah, os mistérios do amor sem guerras.
Eu estarei lá, qualquer dia desses.




Posted in as coisas, tempestade on dezembro 14, 2010 by meuparedro





Quem sabe ao abrir velhas feridas nesses escritos eu feche outras,
as lembranças de outra pessoa ou outro momento no tempo.
Algo morre, algo aprende a brotar. Sofrer sem saber é muito dolorido.
Sofrer com todo o cuidado tentando compreender a natureza do sofrimento é outra questão bem diferente.
Não existe essa tremenda necessidade de sofrer. Mas temos que viver tudo isto antes de sermos capazes de entender que é assim mesmo. Somente então o significado do sofrimento fica claro. No último momento desesperado (quando já não há mais o que doer, parecemos secos!) então alguma coisa acontece, algo que parece um milagre. A ferida se fecha, o organismo ainda vive. Estamos livres afinal, e não com saudades do “paraíso perdido”, mas com a ânsia de mais liberdade, de mais felicidade. O barco da vida é mantido em movimento não por meio da angústia, mas do conhecimento de que a liberdade existe e é possível.




Posted in as coisas on dezembro 7, 2010 by meuparedro



O sono é o esquecimento pequeno.

Você acorda e voltar a dormir parece ser a única atitude lógica. Quando volta a dormir,
o que você está procurando é uma segunda fuga.
Uma mortezinha leve e sem consequências.
Dormir não é mais do que se perder.
Isso que é a maravilha do sono: tirar férias de si mesmo.
Não ver e não se ver.
Perfeito.