Estou a ponto de desistir, querida.
Nesta cidade não há tempo para o amor.
Não tem ninguém vivendo aqui,
são só ruas cheias de gente.
E agora,
não é exatamente sofrimento.
É perda, mas não do jeito que costumava ser.
É que está frio demais aqui.
E os fogos que acendo,
as coisas que tento fazer,
não creio que estejam erradas.
É apenas muito tarde.

 

O desperdício é como tempestade, esta noite.

 

 

Publicado no Blog de Sete

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2 Respostas to “”

  1. que poema lindo pra ser descoberto numa noite de insônia procurando sobre um livro do cortázar

  2. Amigo cronópio, revisitado os blogs que gosto, num dia de folga do “dia-a-dia”, parei aqui no seu!
    ❤️

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