No alto da montanha eu me sinto no topo do mundo.
Incomensuravelmente sozinho.
Incapaz de respirar, espreitando por entre as nuvens.
Pensando se a vida lá embaixo ainda vai ser a mesma.

No alto de uma tarde perfeita eu vejo o sol se pôr em seus olhos.
O instante em que nos desgrudamos parece a senha
para que algo saia de controle.
Eu não quero pensar, não quero que o dia termine.
A nossa história não tem sobrenome
nem registro geral.
Apenas vai acontecendo
e nunca sabemos dizer se importa
que importe tanto.






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5 Respostas to “”

  1. É.
    Tem histórias e histórias.
    Para algumas, trancas e cadeados.
    Para outras, sempre haverá uma porta entreaberta.

  2. achei bonito.
    e acho que não importa, não. ou não me importaria.

    beijo gil.

  3. e eu sigo meu medo
    da falta geral de rumos…

    mesmo achando belo
    esse caminhar somente.

    **estrelas**

  4. Ah, são uma graça seus textos! A mesma beleza “amelística” – referêcia a Amelie Polain -, dos textos da Rita Apoena. Te descobri entre os comentários, mas não o deixei passar, vim cheretar a fim de comprovar o que ela fala de ti. Não é que verdade? Gostei. Virei mais vezes, enquanto caminho por aí…

    Au revoir!

  5. uma horas vocês saberão… [saudades. tudo de melhor nesse ano procê! beijo from bahia]

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