Começou num dia escuro, um dia como hoje.
Desde o início tão estranho, cheio de mistérios.
Todas as madrugadas, os silêncios incomodados.
Noites sem dormir, frustração e desejo.

Hoje são as imagens, distantes, inevitáveis.
Lembranças fugazes no outro lado da manhã.
Sentimentos antes eternos se afogam no dia a dia.
Momentos que vão se perdendo na obscuridade do tempo.

Todo o tempo que passou, sem termos realmente nos conhecido.
Nossos julgamentos sempre ocultos; as dúvidas, absolutas.
Palavras confusas, inúteis ou inadequadas.
Entendimento mal cristalizado, tão imaturo, tão fraco.

Esta é a liberdade, poder almejar outros mundos.
Não há nada errado, tudo está como devia.
Ainda penso se você tinha razão quando me calou com um olhar.
“Só o novo interessa”; nenhum perdão, nenhuma esperança.






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Uma resposta to “”

  1. Belo. Evoca aquilo que disse o Pessoa sobra habitarmos o cume dos montes em cujos vales dormem as coisas – que nunca tocamos, dizemos, ouvimos, provamos ou compreendemos inteiramente, mesmo querendo fazê-lo.

    Assim quem cruza nossa vida e a marca: amigos ausentes, amores perdidos, estações de bruma…

    Grande abraço.

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