A cidade por onde ando tem as calçadas altas
para contrastar o asfalto cotidiano.
Saber-se na cidade
é ter a paciência do cristal que brilha em silêncio.

Eu penso em ti, tão distante.
Dias que explodem, desertos ferventes.
Atrás das montanhas, o mundo se agita
e sei que estás pensando em mim,
porque as nuvens se reuniram de novo.

Eu ando pelas ruas confusas
e andar sempre me deixa pensando.
A lâmina da batalha de cada dia;
a situação, o desânimo e a memória.
É bom estar fora da tempestade.
Ninguém luta de graça.
Ninguém consegue exatamente o que quer.
Ninguém dá garantia nenhuma.

As realizações possíveis,
a luz do sol.
Tudo o que ainda pode ser.
Sei que estou bem porque carrego comigo
o teu sorriso.



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Uma resposta to “”

  1. Gil seus versos são universais.
    Nao tem como nao se identificar.
    Bjos

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