Foi uma tarde triste. Domingo, o vento, sentei no banco da praça e comecei a pensar nas coisas. A noite em que te conheci, tudo o que aconteceu com a gente. Como o amor pode ser vulnerável. Pensei nas cicatrizes que deixa e não soube dizer se vale mesmo a pena. E pensei nas velhas amizades, como vêm e vão e são sensíveis aos detalhes mais bobos. Tive vontades estranhas, um impulso de pegar e ir embora. E ventava, inverno ainda em Curitiba. Eu pensei em todas as viagens que fiz e como vim acabar no mesmo lugar. E pareceu bem fútil eu ali sentado me levando a sério. Foi uma tarde triste. As pessoas passavam e mal olhavam para os lados, ocupadas em fugir do vento e do tédio do domingo. Eu era um fantasma sentado na praça, outra alma quieta num dia tão igual. O dia morreu cansado do peso das gentes que passavam de um lado para o outro, um rio inexpressivo. De volta para seus fracassos, sua rotina. Tratar do jantar necessário antes de finalmente dormir, de novo.


Não se preocupa, tá ? Vem aqui quando puder.
Eu tava só sentado no banco da praça pensando nas coisas.




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2 Respostas to “”

  1. a vida tem desses tons que estão nos nossos olhos.

  2. E tudo acaba passando assim…

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