Bebe comigo.
Lancinante, incontido, fruto de febril gestação.
Como flor que nasce em terreno infame, repleta de seiva,
Bebe comigo.
Cada hora de abraço e contato fraterno, o cansaço mortal,
a dor feita em fiapos entre mãos nervosas que tanto desejam e
Bebe comigo.
Anseios mudos temendo emergir,
sentimentos velados se equilibrando
á beira da total solidão,
Bebe comigo.
Para que a vida não nos afaste demais,
para que teu sorriso sobreviva ás ameaças
cada gota sorvida me transportando por dentro de ti
para sempre tão palpáveis e reais.
Cada frase um código antigo cruzando segredos,
essa trilha que haverá de provar a verdade,
Bebe comigo.



Parceria com Doca Soares, o virador de páginas.


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Uma resposta to “”

  1. Saudade de beber com você, cronópio. Belo poema, sempre me impressiono com sua delicadeza pra falar dessas coisas tão difíceis.

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