Faz tanto tempo, mas eu lembro bem.
Passava por cima das coisas como um trator;
corria prá todos os lados, não parava de me agitar.
Tentava ser mais alucinado que a vida,
achava que assim poderia conquistá-la.
Cada dia era uma guerra, eu voltava para casa empoeirado do mundo.
E ela estava sempre ali ao meu lado.
Eu lembro da expressão triste que ela tinha no rosto
quando caía finalmente no sono.
Não havia nada que eu pudesse fazer quanto a isso.
E ela era tão linda que mesmo hoje acho difícil descrevê-la.
Foram-se os anos, e em matéria de verdade, ela foi a primeira.
Estranho como na lembrança o que não dói acaba sendo bonito.
Ainda que meio descolorido, que nem foto antiga.



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