Esses dias,
eu já não me espanto
com a forma como o mundo me envolve
cada vez que saio para a montanha
e com a melodia infantil, meio mágica,
que o vento me assobia ao andar pela estrada
ao amanhecer.

As coisas hoje são assim.

E quase toda noite, eu conto as estrelas
e sempre encontro o mesmo número delas;
e quando as estrelas não aparecem para serem contadas,
eu conto os buracos onde elas deveriam estar.

E vou concluindo que não vale a pena
passar o tempo lembrando daquilo que dói.
Pensamentos assim são como aqueles velhos boleros
onde acontece uma porção de coisas
mas o refrão vai se repetindo sempre,
mesmo onde ele não combina.




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3 Respostas to “”

  1. besu

    )vim dizer que amo qdo vc comenta meu nome…;
    alérico, Carla…(

    mas vou e me deparo com teu refrão

    ai, besu
    ai ai e ai, besu
    não tivesse valor essas dores
    nao pesariam tuas asas aqui…

    eita, mania de suspender a mim no que te dói!

  2. faz tanto tempo que nao conto as estrelas que eu acho ate que elas se esqueceram de mim.

  3. “deixar ir, deixar partir…”

    o que fica, é estrela.

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