Quem sabe ao abrir velhas feridas nesses escritos eu feche outras,
as lembranças de outra pessoa ou outro momento no tempo.
Algo morre, algo aprende a brotar. Sofrer sem saber é muito dolorido.
Sofrer com todo o cuidado tentando compreender a natureza do sofrimento é outra questão bem diferente.
Não existe essa tremenda necessidade de sofrer. Mas temos que viver tudo isto antes de sermos capazes de entender que é assim mesmo. Somente então o significado do sofrimento fica claro. No último momento desesperado (quando já não há mais o que doer, parecemos secos!) então alguma coisa acontece, algo que parece um milagre. A ferida se fecha, o organismo ainda vive. Estamos livres afinal, e não com saudades do “paraíso perdido”, mas com a ânsia de mais liberdade, de mais felicidade. O barco da vida é mantido em movimento não por meio da angústia, mas do conhecimento de que a liberdade existe e é possível.




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Uma resposta to “”

  1. Xanda Lemos Says:

    Meu querido amigo e filósofo Gil!
    Compartilho deste pensamento. Jamais conseguiria traduzi-lo com tal sintética densidade. Sou fã!!! Essa vai pro meu caderninho de “quotes”.

    Obrigada pelos parabéns!

    Um mom Natal, Ano Novo melhor ainda, com Saúde, Paz, Poesia, Amor, Dor, Liberdade, e Sucesso!!!

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