Ás vezes a madrugada me surpreende escrevendo como um alucinado, destilando palavras que me trazem uma impressão quase material, recriando momentos onde a lembrança dela e dos pequenos prazeres proporcionados por nossa história surgem lancinantes das frases e seqüências de pensamentos. Não sei se bisonhamente ou não, sinto-me dominado por duas vontades opostas: lutar contra essa compulsão escriturária ou prossegui-la indefinidamente, alimentando um sofrimento espiritual que me é inexplicável, porque quase lúdico.
Como é ruim e como é bom estar assim, distante e sobretudo desesperançado dela, refazendo-a por meio de textos escritos com a finalidade de representar momentos no tempo, mas que para mim só traduzem o afastamento e a impossibilidade de reencontrar a mulher que amei.



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3 Respostas to “”

  1. Silêncio…que nos traz pensamentos inexplicáveis, como viver com esta perseguição que nos atrasa a alma?
    Muito lindo
    Bjs
    Cintia

  2. é feito cortar e amassar cana para tirar caldo.

  3. …eu tbém…bjs

    PS: Fiz um conto de que não consegue esquecer
    http://www.pitombo.wordpress.com

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