Cidade fria, luzes cinzentas, nuvens de tráfego.
Os sorrisos semifalsos de todo dia.
Tédio, medo, desconfiança;
desapareçam.
Este lugar está longe de tudo isso.
Andando na floresta, eu escuto o lamento da araponga.
O trinado das cigarras, o som das folhas caindo;
a natureza nega os apelos obscuros da humanidade.

Ao pé da cachoeira, eu páro e descanso por um minuto.
Por toda parte, flocos dourados de sol cobrem o chão.
No cume da montanha observo o sol dar adeus a mais um dia
e espero sem medo pelas sombras da noite,
enchendo minha mente com lembranças do passado.

Eu compartilho o mistério selvagem do pio da coruja.
Eu acompanho o vôo cego do morcego.
A água corrente do rio me sussurra histórias
de lugares que eu nem imaginava,
embalando meu sono serenamente enquanto vence o tempo
em sua viagem ansiosa até o mar.





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