Continua chovendo sobre esse cara estranho,
esse alguém que anda por aí.
Sobre os erros desse cara quieto que pensava que ia no caminho.
O seu caminho, mas ele já não sabe dizer.
E ele vai
e anda pelas calçadas altas da grande cidade repleta de palavras
e cacos de uma ou outra manhã feliz.
Ruínas de sorrisos
Lembranças velhas com rostos jovens
e nomes que ele não pode esquecer
e os pronuncia baixinho
e os engole com as gotas
geladas.





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5 Respostas to “”

  1. Muito corajoso o poema.

  2. terras de nenhu Says:

    Esse cara estranho, que ajuda a me compreender…

  3. Mesmo assim, a beleza me engole. No que eu não digo. Velha de lembranças entre ardores juvenis. A chuva prepara a gloriosa manhã.
    “Pronuncia baixinho” nomes que “não pode esquecer”.
    Muito belo, nem preciso dizer, né? Sempre me repito em elogios.
    Bjo!

  4. gostei bastante da parte das gotas geladas.

  5. belíssimo!! Sem maiores comentários, somente porque, poema se sente…

    amei “Lembranças velhas com rostos jovens”.

    um beijo Gil!!

    Bruna.

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