Dirigindo prá casa
reflexos de velhos desejos na cabeça
vontades agora impossíveis
as gotas no pára-brisa quebrando o cadeado das minhas memórias
catedrais de imagens
profundezas disputando espaço
resgatando lembranças onde tempestades vão e vão
encarando a lua nascente
como os dentes na boca de um tubarão.





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6 Respostas to “”

  1. Para quem, um dia, não gostava de de rimar.
    Bonito.

  2. às vezes eu tenho a quase certeza de que o senhor é feito de coisas suspensas a elas mesmas. Bem besouro mesmo. Leio-te e paro tudo, meus olhos, boca, respiração… Deixo tudo assim, como que subindo a colina num teleférico coração.

  3. Que lindo… me lembra um texto de Rubem Alves que fala da natureza do poeta e da capacidade de ver beleza e poesia na vida…
    A Festa de Babette
    http://www.releituras.com/rubemalves_babette_imp.asp

  4. Dentes de tubarão, mesmo.

  5. O ótimo desfecho me mordeu.

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