O homem anda pela avenida de espelhos
e subitamente descobre a imagem de si mesmo.
Um vislumbre fugaz; ele não tem certeza
se viu seu verdadeiro rosto
ou se é um estranho em seu lugar.
Ainda assim ele se apaixona pela imagem e se preocupa,
ela ás vezes parece distorcida.
Então molda a pessoa que gostaria de ser
e cria uma nova personalidade.
Muitos escolhem viver no espelho,
na companhia de seus próprios ecos.
Mesmo os mais brilhantes
são capazes de fossilizar suas vidas
do outro lado do espelho.




Transpirado de Kraft Werk



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Uma resposta to “”

  1. quebrei os espelhos por onde eu andava nos últimos meses. continuo quebrando. termino sexta-feira. tem algo no ato de quebrar (que nada tem de embriagado) que tira das minhas costas o saco de macaquinhos – que estive a prender.

    ah, gilzito, ah.

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