O inverno me faz lembrar
de dias que já vão ficando distantes,
imagens que quase não quero evitar.
Nomes que não significavam muito naquele tempo
mas agora, quando lembro de tudo aquilo,
é com um certo carinho.
As coisas tinham seu valor do jeito que eram.
Eu penso nas histórias que deixei para trás;
palavras, razões e pequenas mágoas
que circulam difusas entre minhas idéias.
Penso nas vozes, as mais doloridas.
Nunca mais as ouvi, a não ser nos sonhos.
E numa tarde de sol como esta,
os sonhos se sentam sobre a realidade
tornando pálido o horizonte.
Só posso pensar
que a gente acerta e erra, perde e vence
e a única certeza
é que sempre é preciso
recomeçar.





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Uma resposta to “”

  1. Quantos invernos, já ficando distantes, deixei que os sonhos se sentassem sobre a realidade, tornando pálido o horizonte? Erros e vitórias, sempre recomeço. Tão bonito, Gil.

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