Tremulam as colinas sob o peso do inverno.
Amarelas, brancas, marrons.
Perseverando em seu ciclo de mudanças.

Eu não sei explicar o que estive fazendo,
indo e voltando como um imbecil.
Você veio comigo até aqui e sabe como me sinto.
Não somos mais os mesmos, a vida está mudando
e não percebemos porque não quisemos parar para pensar.

Ás vezes eu quase percebo,
chego perto de entender e sei que não tem volta.
Já não temos o que sonhar, somos reais demais.
Tanta coisa passou, caímos na rotina e as cores foram sumindo.
Você seria capaz de me dizer que continua querendo aquilo tudo ?
Ainda vê as coisas daquela forma ?

Eu fico relembrando imagens do passado,
visões de sombras que brilhavam.
Quando quis voltar, descobri que tudo aquilo
se perdeu nos desvãos do caminho.
É cruel, de que valem sonhos usados ?
O tempo corre lancinante e não posso mais, não sei o que dizer.

Por isso, sente-se a meu lado mais esta vez
e compartilhe comigo a beleza do que pudemos ser.
Nossas respirações flutuam no ar gelado
desenhando signos de mudança.




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3 Respostas to “”

  1. bonito pacas, gil

    bjbj

  2. mas, é outono ainda! 🙂

  3. O tempo engole tudo, mas é possível compartilhar a beleza do que se pode ser. Lindo, como sempre. Muito visual, sensorial tb, é possível sentir daqui o flutuar da respiração.

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