Termina o verão, as noites vão ficando frias. Crianças crescem, velhos amigos parecem realmente velhos. Pouca coisa acontece, vou vivendo tardes brancas e noites de trabalho. É a realidade escondida na palma da minha mão fechada, solução egoísta mas eficaz contra aquilo que dói. Mas hoje eu até que não vou mal, novas lembranças caindo no redemoinho das coisas, premissas para continuar vivendo; perspectivas. Uma placidez que me permite desmoronar um ou outro castelinho de areia que andei construindo. Não iriam me abrigar mesmo. Vou criando um novo ritmo, mais paciente. Aprendendo a congelar o momento e gostar dele. Alerta, mas relativamente calmo.




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2 Respostas to “”

  1. Também a dor,
    Vai ficando amarela
    Até cair da gente, seca,
    Deixando um botãozinho cicatrizado
    Onde um dia fez parte da copa.

    **Estrelas**

  2. Essa a maré. Ora me sangra (um sangue branco quando assim, como as tardes que se vão). Até que os vulcões, que noites inflamem. E quando tudo derrama, lava de novo, leva a maré.

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