Como foi que nos ocultamos
sob essa nuvem de tempo ?

Aqui venta muito, e eu fico pensando nas coisas.

À tarde o vento leva embora os longos fios de areia.
Vão se perder no mar, é como se as dunas sangrassem.

Um sangue caramelo, de hábitos pacientes.

A casinha das dunas,
barco amarrotado cruzando a madrugada.

Palavras não combinam com tanta areia.
Ás vezes dá vontade de parar.





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2 Respostas to “”

  1. não sei, talvez pela imagem que abre o post, mas lembrei-me do filme “lucía e o sexo”.
    mas não lembro se tinha tanta areia, assim poeira.
    o tempo devora.

  2. pois é… tenho me sentindo assim esses dias…bj :)) Patti

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