Vem comigo ?

Por estradas antigas, longe de todo esse igual.
O horizonte dourado, o sol tingindo as montanhas.
Então você poderá contar nosso segredo ao vento
e guardar contigo cada instante.
Não haverá nada entre nós além do ar que respiramos.
Nada nos impede de construir nosso castelo nas nuvens
e sentar na soleira da torre ouvindo um velho blues.
Podemos andar sem relógios, confundindo mapas, piras e sonhos.
Ás vezes nossos segredos são tudo o que temos;
pequenos tesouros que precisamos defender.
Ás vezes o ar em volta de nós é rarefeito
e é melhor tirar os agasalhos e se deixar mergulhar.
Não importa tanto, ainda temos tanto a perder.
Tudo, a não ser essa vida que é sim, linda.
Se você puder percebê-la,
quando quiser percebê-la.






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4 Respostas to “”

  1. *Ui!!!

    **Estrelasuspiram**

  2. fiquei pensando… é, sempre temos TUDO a perder.
    por isso que vale a pena o risco, de certa maneira.

    eu gostaria que tudo isso fosse possível.
    mas talvez seja, ao menos nos finais de semana 🙂

    ah, e obrigada pelo elogio lá no blog 😉
    um beijo.

  3. Gil, você está cada vez melhor!

    As palavras mergulhadas num abismo-luz contundente. A criação enovelada de precisão vertigem e lucidez: “longe de todo esse igual”.

    É de comover… Mundo íntimo de horas que se dilatam com o sol.

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