Os dias são áridos e na lâmina da noite,
não há mais o que esperar.
Tão perto do sonho, a realidade em você.
Fascinante, decepção.

Aqui estou eu neutralizando venenos.
(a roda-viva continua girando)
Afastar esse algo que tocou onde não podia.
Reconstruir o castelo, deixar secar as areias.
Mais um desejo dominando o horizonte.
Linda, decepção.

O tempo passa e devo voltar a ser quem era
porque ao menos
eu sempre sei o tamanho das minhas feridas.





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3 Respostas to “”

  1. ficcaobarata Says:

    “Neutralizando venenos”, tenho trabalhado nos meus antídotos, lambendo as feridas e olhando só pra frente. Só cada um de nós sabe o tamanho das próprias chagas.

  2. o problema é saber como faze-las cicatrizar…

  3. Nunca mais se sabe ser exatamente o que um dia se foi. Não obstante, esse o desejo quando de uma dor profunda, desconhecida. Ao menos se sabe o que se é, ou foi, e onde dói a velha dor. Esta a ilusão porque a viva roda do mundo remexe entranhas, rebuliça a alma e os acontecimentos, novos e velhos. Fascinações, decepções, sonhos.. Linda, a vida rói lentamente o nosso tempo de viver. Belo poema, como sempre. Tenho que atualizar seu link lá no blog. 🙂 Bjo!

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