Quando passei em frente à tua casa, amanhecia.

O céu era vermelho sangue infinito.

Você não parecia estar lá.

Tuas janelas abertas, cortinas mistérios.

Estive todo o dia caminhando sozinho.

No parque colhi uma flor vermelha.

Não sei muito de flores.

Haviam gotas de chuva em cada pétala.

À tarde descobri estar cansado de saber e ainda assim.

Voltei a passar pela tua casa, o céu sem cores.

Dessa vez até te vi, sombra de movimento entre labirintos de luz.

Madrugada, sento eu e a folha branca de papel.

E uma pétala vermelha que não entende nada.


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3 Respostas to “”

  1. chaotic queen. Says:

    quem será que entende coisa alguma?

    eu, eternamente apaixonada, pelo céu em cor,
    num mundo de crayons que eu não pude escolher
    o meu preferido para pintar você,
    mas ainda assim fizeram-te
    em perfeição única
    que deixa-me com vontade
    de por-te a dormir, imaculado,
    num museu
    de ar filtrado e entrada restrita…

    tua alma é doce demais
    para ser exposta ao mundo.

    (perdoa-me a audácia, mas teu texto inspirou-me :$)
    beijos.

  2. ficcaobarata Says:

    e quem entende?

  3. Junto-me ao coro.
    Ninguém entende nada. Entender faria perder a ‘graça’.

    Um beijo, meu amigo.

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