edit-casa


Surge a primeira estrela.
O vento rege as árvores em uma canção ancestral.
Pensamentos pairam no ar e esperam a permissão da noite.
O fogo está aceso, o tempo tem sabor de verão.

Eu toco velhos discos, eu ilumino o meu silêncio.
Espero por amigos que sabem
o que vão encontrar na casa da montanha.
Relembraremos nossas histórias, a estranheza do que somos.
Tão raros; os que ficaram.

Mudou o mundo, o fim do ano é cheio de sóis diferentes.
Os rios secaram, cresce o capim nos caminhos que criamos.
O que é velho se afoga e deixa vagos sinais ao que é novo.
Nós que não mudaríamos nunca, nos debatemos em metamorfoses.

As estrelas já são milhares, eu sorrio em minha espera.
Refúgios ainda existem e ajudam a esquecer.
O fogo está aceso, o tempo crepita brilhante.
Lá embaixo na estrada, ouço motores chegando.




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3 Respostas to “”

  1. ficcaobarata Says:

    bem vindo ao wordpress, poeta.
    sinta-se em casa, assim como na montanha.
    abraço

  2. tudo novo por aqui…gostei muito bem mais.

    olha lá, a casa da montanha!

    \o/

  3. Good moments and colors… in the edge of the mountain

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